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Buriti Alegre
 
09-11-2009
Entrevista com João Alfredo de Melo Neto - Prefeito de Buriti Alegre
 
 
FOTOS: Arquivo
Em seu gabinete, prefeito João Alfredo concede entrevista ao jornalista Erivaldo Maximino

‘Buriti Alegre se divide em antes e depois da Sadia’, diz prefeito

 O repórter, Erivaldo Maximino, do FN e FNTV, esteve em Buriti Alegre visitando in loco as obras do prefeito João Alfredo de Melo Neto, oportunidade em que o entrevistou em seu gabinete quando ele falou de como surgiu sua candidatura em 2004, de sua gestão 2005 a 2008 e também de seu segundo mandato 2009 a 2012, enumerando obras relativas aos dois mandatos discorrendo sobre todos os setores: Financeiro, Educação, Saúde, Esporte e Lazer, Saneamento Básico e falou também da harmonia reinante entre Executivo e Legislativo, do seu relacionamento político inclusive com o presidente Lula, que pertence ao seu partido, PT. Embora não goste de anunciar projetos falou de obras e ações que deseja concluir até ao final de seu mandato.
FN: Como foi feito o processo de seleção das famílias que serão atendidas com construção de moradias no seu governo?
João Alfredo:
Isso nos gratificou bastante, foi muita emoção inclusive do secretariado, da assistente social, com as 47 famílias que hoje foram beneficiadas com uma unidade habitacional. É um programa que a gente vem buscando ao longo dos 4 anos do nosso primeiro governo e, hoje, se tornou uma realidade. Parabéns a essas famílias que conseguiram através de um programa totalmente transparente, sem nenhum vício e quero parabenizar nossa equipe de assistência social de ter feito um trabalho criterioso junto a essas famílias e aqueles que realmente necessitavam dessas moradias foram beneficiados. Eu mesmo vi a lista somente hoje, não participei do processo de seleção dessas famílias. Foram adotados critérios técnicos, para atender aqueles que mais precisavam.
FN: Nós acompanhamos a reunião e percebemos a emoção dos moradores quando tinham os nomes anunciados.
João Alfredo:
Porque muitos deles não sabiam ainda que seriam beneficiados naquele momento, inclusive eu tomei conhecimento da lista naquele momento. Então, há aquelas pessoas que realmente foram beneficiadas ali e que teve aquela emoção de chorar, ao saber que foi contemplada com a moradia e isso emociona qualquer um. Eu fiquei muito feliz em dar essa grata satisfação, essa surpresa agradável aos beneficiados.
FN: Essas casas serão erguidas no setor central, uma região altamente privilegiada.
João Alfredo:
Isso, a Prefeitura era beneficiária de uma área no centro da cidade e escolhemos esse local ao invés de comprar outro. A Secretaria de Assistência Social e nós achamos por bem escolher no centro da cidade e não na periferia. Então, 16 unidades serão construídas num setor bem centralizado e as outras 31 unidades em lotes, digamos, assim “picados”, ou seja, lotes onde as pessoas já tinham seu terreno próprio.
FN: Qual será o tamanho dessas moradias?
João Alfredo:
É do tamanho padrão da Caixa Econômica, o mesmo tamanho, como em todos os municípios, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.
FN: Em torno de 40 m², então.
João Alfredo:
Com certeza. De 40 a 50 metros quadrados.
FN: Como os lotes ficam no centro, as casas serão construídas em ruas que já contam com infraestrutura básica.
João Alfredo:
A infraestrutura está completamente construída. Temos asfalto, iluminação e água. Esgoto não, porque nós ainda não fomos contemplados. Buriti só tem 10% de rede coletora e o esgoto não é tratado.
FN: Após a chegada da Sadia, percebe-se uma maior movimentação econômica na cidade. Qual foi o impacto econômico e social em Buriti Alegre?
João Alfredo:
Buriti Alegre se divide em antes e depois da Sadia. Graças a Deus, tive a satisfação desse empreendimento acontecer no meu governo. Foi um trabalho de longos anos, mas tivemos a gratificação de ter quatro pioneiros aqui que escolheram nossa cidade montar a Goiaves, naquela época, e hoje, ser vendida para a Sadia, que revolucionou o negócio. Então, foi no governo do João Alfredo que tivemos essa grata satisfação em trazer essa grande empresa pro nosso município e que foi motivo de disputa e até de inveja por alguns. Não só a Sadia, temos aí, o alcooduto que também é uma disputa salutar.
FN: Se o pessoal não tivesse acreditado na Goiaves primeiro, construído o frigorífico, não existiria Sadia hoje em Buriti Alegre?
João Alfredo:
A gratificação nossa foi ter quatro empresários, um buritialegrense, um outro israelense, outro de Minas Gerais, que já tinha experiência na área empresarial e um quarto parceiro que veio do Paraná. Esses quatro se uniram aqui, em torno do município e fizeram aquela união que foi a Goiaves, percussora da nossa Sadia.
FN: Quantos funcionários a Sadia tem hoje?
João Alfredo:
São 950 empregos diretos, ou seja, em Buriti Alegre hoje, existe um problema que todo prefeito queria ter: nós estamos com a oferta de empregos maior que a disponibilidade de mão de obra. Não temos trabalhadores em número suficiente para atender a indústria e por isso temos ônibus dos municípios vizinhos como Goiatuba, Panamá, Água Limpa e Morrinhos, todos eles trazendo trabalhadores para a Sadia.
FN: A empresa trabalha em dois turnos, mas deve criar o terceiro. Se isso acontecer, haverá necessidade de mais contratação.
João Alfredo:
Inclusive o espaço físico da obra já está concluído, basta agora, colocar o projeto em execução. Serão construídas mais granjas, dos integrados parceiros e assim esse terceiro turno será realidade o mais rápido possível.
FN: Uma grande empresa nunca vem sozinha quando se instala no município. Ela traz alguns parceiros e fornecedores. Isso aconteceu em Buriti?
João Alfredo:
Com certeza. O transporte, empresa da fábrica de embalagem, empresas prestadoras de serviço já vieram e estão se instalando para atender a Sadia. É mais emprego e renda para o município.
FN: As granjas já estão produzindo?
João Alfredo:
Já estão produzindo sim, inclusive com incentivos do governo federal, via FCO e outros financiamentos. Nós já temos aí, mais de duzentas granjas produzindo. Integrados não chega a tanto.
FN: De quais municípios?
João Alfredo:
Itumbiara, Goiatuba, Morrinhos, Água Limpa, atingindo todos os municípios da região.
FN: O que se produz na Sadia de Buriti Alegre? Quando o consumidor vai à gôndola do supermercado, o que ele encontra que foi produzido aqui?
João Alfredo:
Sortes de frango, coxa, peito e asa, o próprio frango inteiro e tem outros produtos que são industrializados como empanados. Quando a Perdigão de Rio Verde teve um problema na fábrica, foi a Sadia que socorreu. Tudo que é produzido aqui é quase todo voltado para exportação.
FN: Como está sendo impacto no comércio, na vida dos moradores, aluguéis, prestação de serviços, farmácias, supermercados, o que mudou economicamente?
João Alfredo:
É impressionante como uma empresa muda uma cidade. Tudo que você imaginar no município, virou de “ponta cabeça”. Foi interessante, farmácias, padarias, supermercados, recentemente foi inaugurado um supermercado que é modelo para Buriti. Até o trânsito da cidade está ficando complicado. Estamos implantando até mão única em algumas vias.
FN: Aquela cidade tranqüila não existe mais, então?
João Alfredo:
Buriti era uma cidade ideal pra se morar, pacata, tranquila. Quem conheceu Buriti há 10 anos atrás e retornou agora, vai perceber que houve uma transformação completa. O desenvolvimento trouxe muitas coisas positivas, mas temos que reconhecer que já temos problemas com moradia, segurança e aumento da demanda dos serviços públicos.
FN: E para as finanças da Prefeitura, qual foi o impacto que a Sadia trouxe?
João Alfredo:
O impacto está vindo agora. A distribuição do ICMS pelo Estado não é gerada assim, de imediato. A atividade econômica da Sadia e dos seus agregados vão gerar receita para o município somente em 2010. A Goiaves começou o seu trabalho aqui, em agosto de 2007 e a Sadia em janeiro de 2008. Agora que começamos a receber receita referente a movimentação econômica da época da Goiaves, mas da Sadia só veremos a partir do ano que vem. Protocolamos recurso no Coíndice para que nosso índice de participação no ICMS seja revisto, porque eu tive informação de técnicos que Buriti perde hoje, em termos nominais, na faixa de R$ 300 a 400 mil reais por mês, o que é muito dinheiro.
FN: Isso só de ICMS?
João Alfredo:
Só.
FN: Em relação aos imóveis, urbanos e rurais, houve uma valorização, o que melhorou a receita de ITBI.
João Alfredo:
Logo com a implantação da Goiaves/Sadia, houve aquele acréscimo imobiliário que, hoje, está um pouco estabilizado em virtude do aumento dos imóveis seja na zona rural ou urbana. O lote urbano que estava na faixa de R$ 800,00 (oitocentos reais) hoje está na faixa de R$ 10.000,00 (dez mil reais). E os imóveis da zona rural que estavam em torno R$ 14 a R$ 15 mil o alqueire, conforme tabela que tínhamos aqui, vinda do órgão do Estado, esses imóveis hoje, estão na faixa de RS 35 a 40 mil e até mais, já chegou a R$ 50.0000,00 (cinqüenta mil) o alqueire. Então, nós tivemos essa receita de ITBI que foi o grande incentivo para nós no ano de 2008 e agora se repete em 2009.
FN: Nas décadas de 50 e 60 Buriti Alegre tinha economia forte, pujante. Depois da construção da BR-153, a cidade viveu período de estagnação. Aqueles bons tempos estão voltando?
João Alfredo:
Buriti teve seu crescimento áureo na época do Zebu. Aqui, foi o berço do gado Zebu, principalmente o “Zebu Mocho”. Então, os meados de 50 e 60, foram a época áurea de Buriti Alegre. Depois, em virtude da construção da BR-153 a economia deu uma estagnada. Isso porque a BR dividiria as propriedades rurais e o trecho passaria a dezenas de quilômetros da cidade. Assim, a rodovia foi para o lado de Panamá, o que fez com que a cidade se estagnasse, essa foi realmente a história. Buriti Alegre foi a 3ª cidade do estado a ter agência do Banco do Brasil. Buriti Alegre foi a primeira cidade do interior a ter telefone. Buriti Alegre, na época dos anos 50 e 60, tinha uma linha de vôo da VASP, empresa aérea. Nossa agência do Banco do Brasil sempre levava recursos para Morrinhos, Goiatuba, Itumbiara e todo Sul Goiano. Então, aquilo foi acabando, acabando e Buriti nos anos 70, 80 e 90 sofreu aquela estagnação econômica. Sofreu uma crise econômica e política. Aliás, política não, porque Buriti sempre teve formadores de opinião e políticos de renome. Por exemplo, Otávio Laje, ex-governador de Goiás, era de Buriti Alegre; Jovair Arantes, deputado federal, é de Buriti Alegre; Dr. Hélio de Souza, deputado Estadual, é de Buriti Alegre; Coronel Queiroz, deputado estadual, é de Buriti Alegre; o próprio Delúbio é filho de Buriti Alegre.
FN: Vamos fazer um balanço de seus dois mandatos, 2005 a 2008 e agora desses dez meses de 2009. Quando você assumiu a Prefeitura de Buriti Alegre, a dívida era R$ 7,5 milhões, quase o valor de 2 anos de arrecadação de prefeitura, como foi superar todas essas dificuldades?
João Alfredo:
Não sei se foi milagre, mais foi muito trabalho. Primeiro porque fui prefeito meio que por acaso. Me encontrei com o Delúbio, no Aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia, no começo da década. Eu ia pra São Paulo, onde eu fazia um tratamento de saúde e aí, comentando a respeito da política de Buriti Alegre que naquela época a política estava canalizada em três grupos: o Anivaldo [ex-prefeito entre 93/96 e 2001/2004], o Irones Zago [prefeito entre 93/96] e o grupo do Jaime (prefeito entre 83/88 e 97/2000 e que faleceu no exercício do mandato, em 1999). Com a morte do Jaime, polarizou em torno de dois nomes, Irones e Anivaldo. Eu conversando a respeito de Buriti falei: “Delúbio, a gente precisava dar uma terceira opção pro eleitor escolher um nome diferente, novo na política pra fazer com que Buriti não fique nas mãos desses dois, ora um, ora outro, no poder”. Naquela época o Delúbio nem era tesoureiro do PT. Ele era funcionário da CUT e já tinha conhecimento nacional, tinha sido conhecido nacionalmente e, foi aí, após a eleição do Presidente Lula, Eu, o André e o Alessandro fomos com os idealizados dessa candidatura aqui e fizemos um trabalho de conscientização e filiação de pessoas. Então, tivemos essa oportunidade e conversando com ele, para que ele lançasse um nome que pudesse ter o respaldo do governo federal. Naquela época sabíamos que o Anivaldo tinha problemas na justiça, com prestação de contas e que mesmo eleito, poderia não assumir. E foi o que aconteceu, o Anivaldo teve mais votos, fiquei em segundo, mas acabei assumindo por decisão da justiça. Naquele dia tivemos uma felicidade e uma infelicidade. Felicidade pela vitória, por ser prefeito da minha cidade e infelicidade de ter pego a prefeitura realmente em frangalhos, toda bagunçada. Entramos na Prefeitura com muita disposição para trabalhar, mas sem conhecer nada de administração pública. Colocamos aquilo que aprendemos na iniciativa privada e fizemos aqui um trabalho realmente muito reconhecido pela população. Pegamos a Prefeitura de Buriti Alegre com 18 folhas de pagamento atrasadas, ou seja, um ano e meio de atraso. Inclusive quero fazer um agradecimento especial a esses funcionários, que mesmo sem receber durante tanto tempo, não abandonaram a Prefeitura. Quem trabalhava na Prefeitura era marginalizado, não tinha um centavo de crédito no comércio. À época, eles tinham medo de ir a justiça reclamar seus direitos. Aí, eu disse: “Olha gente vocês estão entrando com ação é contra o Município, não é contra o João, é a favor do direito, do seu direito”. E todo mundo entendeu, secretários e todos aqueles entraram com a ação contra o Município até hoje estão recebendo, de forma parcelada.
FN: Até mesmo para você ter condições legais para pagar esse pessoal, você orientou para que procurassem a justiça. Porque você não podia pagar os atrasados e deixar a folha do seu mandato pra trás.
João Alfredo:
Isso foi o fator preponderante da Administração 2005/2008. Mostramos para população que os recursos que o município arrecadava davam para pagar os funcionários e ainda sobrava. Porque nós conseguimos fazer com recursos próprios e só do município muitas outras obras, sendo que nossos antecessores não davam conta de pagar os salários e nem o 13º salário. Nós pagamos o 13º dentro do mês, não foi em dezembro, não. Estamos mostrando para a população que nós ficamos 4 anos, ou seja, 48 meses aqui, e quitamos 52 folhas, ou seja, 48 folhas e mais quatro 13º, pagando rigorosamente em dia. Mostramos para o servidor que a Prefeitura aqui é viável e os 4 anos foram para pagar conta. Foi nossa bandeira mostrar à população que, se a Prefeitura tivesse sido administrada com seriedade e, como a gente mostra, com transparência, o dinheiro que a gente absorve dá e sobra. Nós pagamos a nossa folha rigorosamente em dia e ainda estamos pagando os salários atrasados deixados pelos governos anteriores, através de acordo na justiça, de forma parcelada.
FN: Desses R$ 7,5 milhões, em 2005, hoje a dívida está em torno de 5 milhões. Para quem a Prefeitura ainda deve?
João Alfredo:
A Previdência (INSS), CELG e a SANEAGO são os maiores credores do município. Mas isso são dívidas completamente negociadas então, a gente vem pagando em dia isso, inclusive teve uma MP - Medida Provisória, agora que foram feitas negociações com o INSS em 240 meses então, negociamos essa dívida com o INSS e nos tornamos adimplentes com os governos Estadual e Federal.
FN: Qual a maior fonte de renda da Prefeitura?
João:
A maior fonte de recursos do município, hoje, é o FPM - Fundo de Participação dos Municípios. Para os pequenos municípios essa é realmente a principal receita a não ser aqueles pequenos municípios que se encontram nos casos de Araporã e Cachoeira Dourada, que tem outras receitas, no caso as Usinas Hidroelétricas. A nossa segunda maior receita é o ICMS, a terceira, são os royalties é a compensação financeira que compõe realmente a maior parte do bolo da receita do município.
FN: A Compensação Financeira de Recursos Hídricos é pelo fato de Buriti ter uma grande área alagada?
João Alfredo
: Buriti hoje, deve ser um dos cinco maiores municípios que compõe a represa de Furnas, o que tem a maior área inundada então, nós recebemos essa compensação que é devida. Tem ainda os royalties que é da parte de represamento para formar o lago de Itaipu.
FN: Falando de obras, o que a Prefeitura conseguiu fazer no seu mandato em termos de asfalto e tapa-buracos?
João Alfredo:
Nós pegamos Buriti com várias ruas sem asfalto. Buriti tinha 80%) ou menos que isso de asfalto. Hoje, Buriti encontra-se com 99% de sua zona urbana asfaltada. Graças ao PACI, teremos mais recursos do Governo do Estado para asfalto e queremos fazer uma conversão. Ao invés de fazermos asfalto vamos fazer recapeamento e assim atender mais bairros. O nosso vice-prefeito Tiãozinho é da base aliada do governador Alcides Rodrigues e fomos um dos primeiros contemplados, numa reunião que tivemos com o deputado federal Roberto Balestra. Já estivemos na SEPLAN entregando o nosso projeto para ele assinar e essa obra ser iniciada. Fizemos um PSF, uma quadra poliesportiva, asfalto, tapa-buracos, tudo com recursos próprios. Nós tivemos eventos grandes patrocinados em Buriti, como por exemplo, Buriti nunca tinha recebido um show de Zezé Di Camargo e Luciano. Nós fizemos uma Festa do Peão há dois anos atrás e nós trouxemos essa dupla com recursos da Prefeitura e mostramos que tem condição de fazer e, além de trabalhar, dar lazer a essa população. Então, é só ter seriedade.
FN: Com relação a Saneamento, Água e esgoto, o que você conseguiu fazer no seu mandato?
João Alfredo:
Água, nós tivemos a grata satisfação de ter sido contemplado com uma ampliação do sistema de tratamento de água. O governo federal nos patrocinou com quase R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) com contrapartida do município. Essa obra nem foi terminada, está 95% concluída, faltando só um aparelho chamado “colméia”, pra ser concluída. Então, Buriti Alegre se encontra hoje, com o sistema de abastecimento de água quase que 100% (cem por cento) de água tratada e bem tratada.
Agora, em termos de esgoto nós temos a infelicidade de termos no município uma faixa de 10 a 15% (dez a quinze por cento) da população sendo beneficiada com o esgoto mais esse esgoto não é tratado. Há uma coleta, mais isso inclusive já foi objeto não de denúncia mais de questionamento junto ao Ministério Publico local. Nós temos que pagar por esse esgoto pra Saneago mas com o tratamento e complemento da rede para toda cidade. Buriti é beneficiada pela sua topografia, de não haver bombeamento, ou seja, o esgoto é colocado aqui, e jogado in natura, lá embaixo. A Saneago em Buriti Alegre, em termos proporcionais é onde ela mais arrecada. Em Buriti, ela não tem trabalho nenhum, a não ser em água, porque o esgoto é jogado normalmente. Já tive a grata satisfação de conversar com o Dr. Nicomedes, pela nossa amizade e com o prefeito Zé Gomes, de Itumbiara, a quem agradeço por colocado o Dr Nicomedes à frente da Saneago. Os técnicos da empresa já fizeram duas visitas em Buriti para escolher a área para tratamento do esgoto e estamos no aguardo dessa área ser escolhida.
FN: Voltando ao assunto moradia, você construiu casas também na zona rural?
João Alfredo:
Sim. São beneficiados 9 moradores da zona rural, com esse programa do governo federal em combater a doença de Chagas. Nós estranhamos muito porque não foram beneficiados mais proprietários em virtude da não autorização de demolição da antiga moradia da casa de adobe, de madeira. Para ser beneficiado, o proprietário tinha que realmente autorizar a demolição. Então, tivemos ai recursos da Funasa que dariam para construir mais casas, mas alguns proprietários não deixaram porque queriam manter a moradia antiga, que favorecia o avanço da doença.
FN: Na iluminação pública, o que foi feito?
João Alfredo:
Você tocou num assunto que eu tinha esquecido. Quando eu assumi,
em 2005, Buriti pagava de taxa de consumo de iluminação em torno de 40 a 45 mil por mês, só de consumo. No inicio da nossa gestão com recursos do Município, nós conseguimos trocar todo o sistema de alto consumo lâmpadas e reatores por sistema de baixo consumo. Trocamos as lâmpadas incandescentes, de mercúrio, por vapor de sódio, que gasta muito menos. Esse de 40 a 45 mil mês nós baixamos pra 19 mil mês. Então, não foi um gasto, foi um investimento. Para trocar todas as lâmpadas, gastamos R$ 128 mil, mas tivemos o retorno em cinco meses. Eu falo isso e as pessoas não acreditam. Falo também para o povo da zona rural porque tem muita gente que não gosta do tanque, do refrigerador de leite. Ora, o próprio resfriamento do leite dá pra pagar o financiamento do tanque e você ganha muito mais com isso.
FN: A Prefeitura está construindo uma grande creche, que deve ser modelo em Goiás. Como você conseguiu essa obra?
João Alfredo:
Isso até motivo de inveja por muitos municípios. Esse foi um trabalho nosso, não é emenda parlamentar, mas um pedido direto da Prefeitura para o governo federal. É uma obra de R$ 1 milhão 250 mil, que vai atender centenas de crianças, com recursos do FNDE. Quem passa pela local vê que é uma obra que vai ficar na história, pela dimensão, pela beleza e o acabamento dessa creche.
FN: No mandato 2005/2008 você elegeu apenas um vereador, o Garibaldo, hoje secretário de Saúde. No segundo mandato, conseguiu fazer a maioria. Isso te dei mais tranqüilidade, espera um relacionamento melhor com a Câmara?
João Alfredo:
Não, pelo contrário, eu nunca tive problemas com o Legislativo. E a razão é simples, eu não mando projetos com interesse individual. Se não votarem, paciência quem perde é a população e quem vai cobrar é a população. Cem por cento dos nossos projetos foram aprovados. Cada caso é um caso e aqui, nós conhecemos todos os vereadores, conversamos com todos tanto no primeiro como no segundo mandato. O relacionamento foi de alto nível e continua sendo apesar de não ter feito maioria mas, tem aqueles que às vezes não se sentem à vontade, vai pra lá, vem pra cá, é assim mesmo. Vereador a gente trabalha com eles sabendo o esforço que eles tem, a capacidade que eles tem mas a administração tem que conversar com todos, trabalhar com todos e agora, inclusive eu vou convidar três vereadores a irem comigo em Brasília. Já levei outros vereadores e secretários e quero fazer com que todos vão a Brasília comigo para sentir o clima e ver o que é a Capital Federal, o acesso que nós temos a determinados órgãos e que eles venham aproveitar isso no futuro.
FN: O PT elegeu dois vereadores e fez o presidente da Câmara. Em cinco anos, é a primeira vez que você tem um aliado, do seu partido, no comando da Casa.
João Alfredo:
Pela primeira vez, isso graças ao trabalho do meu governo anterior. É isso que to falando pra vocês, o trabalho reconhecido pela população. Coloquei o Ronaldinho na Secretaria de iluminação onde ele fez um bom trabalho e foi eleito vereador, com a maior votação. Engraçado, ele veio pra administração a pedido do Marco Aurélio e acabou dando certo.
FN: A mesa diretora tem mandato de um ano e terá nova eleição em dezembro. Como você participa desse processo?
João Alfredo:
Eu não participo. Eu não sou de interferir em eleição de Câmara. Nosso trabalho é voltado pra comunidade e continuará sendo de âmbito coletivo. Então, eu não vejo problema. Pode ser um, pode ser outro, aquele que assumir eu garanto que vai fazer um bom trabalho.
FN: No próximo ano o eleitor irá escolher o presidente da República e seu vice, governador de Goiás e vice, 41 deputados estaduais, 17 deputados federais e dois senadores. Em 2006, vários parlamentares foram eleitos com votos de Buriti Alegre e muitos deles retornarão para pedir votos, mas quem ajudou Buriti Alegre, quem emplacou alguma emenda ou ajudou a Prefeitura, direcionou algum recurso, ajudou a conseguir uma obra para Buriti Alegre?
João Alfredo
: Rapaz, difícil. Tá difícil. Mas a gente tem que dar a César o que é de César e contemplar realmente aqueles parlamentares que doaram algo para o município, embora eu esperasse muito mais. Eu digo pra você que eu esperava mais inclusive daqueles parlamentares que são conterrâneos, são buritialegrenses. A gente esperava um trabalho muito mais assíduo deles. A maior decepção nossa, digo a maior decepção minha infelizmente foi com o nosso deputado estadual, Dr Hélio de Souza. Veio aqui, foi o mais votado ao longo da história de Buriti Alegre e foi a grande decepção não só minha, mais de toda comunidade que eu creio também porque além de ser deputado estadual, foi secretário de Saúde do Estado e a Santa Casa passou por vários problemas e não houve trabalho dele aqui, em benefício da Santa Casa. Como deputado não ajudou em nada, em nada.
FN: E deputado federal e senador?
João Alfredo:
No mesmo patamar. Esperávamos que o Jovair, que é buritialegrense, que ele tivesse uma assiduidade maior com Buriti Alegre. Eu falo pra você sem sombra de dúvida, o Jovair, hoje, ele vai de 3 a 4 vezes por mês a Itumbiara e não passa uma vez aqui, em Buriti. Nenhuma esse ano, não lembro da visita dele aqui. No mandato passado trouxe uma emenda de 60 mil (sessenta mil reais) para uma praça. É o que eu falo pra você, a gente tem que contemplar aquilo que eles fizeram.. Ele é responsável por essa praça e uma emenda de 150 mil reais (cento e cinqüenta mil reais). Só isso. Outro deputado que não é daqui, o Roberto Balestra, teve uma participação muito maior que esses parlamentares. O Roberto Balestra teve participação no PSF, no asfaltamento, e veja você, até o Leréia que é do PSDB, teve uma emenda alocada pra Buriti Alegre, maior que a do Jovair, R$ 300 mil (trezentos mil reais) então, tem que citar também esse nome. Eu estava conversando com o pessoal da Casa Civil, fiquei sabendo que o Leréia seria contemplado com R$ 3 milhões que seriam para o Estado de Goiás. Não perdi tempo, liguei para o seu gabinete e falei com a assessora dele e pedi se ele poderia contemplar Buriti Alegre com parte daquela verba e tivemos essa grata surpresa da ajuda dele.
FN: Você falou no Jovair e com relação ao Delúbio Soares, que lançou a revista Companheiro Delubio?
João Alfredo:
Eu acho que essa entrevista estava sendo esperada só por causa do Delúbio (risos). Primeiramente, nós devemos, hoje, se somos prefeito é graças ao companheiro Delúbio. É um grande companheiro, ajudou muito Buriti Alegre e nossa administração.
FN: O que você acha da Dilma Russef, a pré-candidata do Lula?
João Alfredo:
Qualificação não falta. Essa mulher tem mostrado um trabalho muito grande. Ela foi abençoada com a cura da doença. Eu gosto muito dessa moça que apesar de não ter uma formação administrativa, digamos no passado, como eu também não tive, e isso é um fator positivo na minha concepção porque não trazemos os vícios, não aprendemos as coisas erradas então, vejo isso como um fator positivo parra o Brasil. Por isso, tenho o maior carinho por ela e vejo como uma continuidade de um governo que tem 84% (oitenta e quatro por cento) de aprovação. Isso não é pra qualquer um então, eu tenho certeza que a população deva e tem condição de manter esse trabalho que o presidente vem fazendo.
FN: Até há pouco tempo, Buriti Alegre não tinha rede municipal de ensino, era apenas a rede estadual. Hoje como está funcionando?
João Alfredo:
Tinha uma escola na zona rural, nós viemos a ter uma escola municipal urbana a partir de 2007, porque as escolas estaduais começaram a fechar. Por exigência do governo federal com relação ao ensino fundamental, tivemos a satisfação de fazer isso, no nosso governo. Hoje, temos o 1º e 2º anos do Ensino Fundamental com 300 alunos. À partir do próximo ano, queremos estar com o 3º e 4º anos também. Devemos triplicar o número de alunos e para isso precisamos de espaço físico. Estamos buscando parcerias com o Estado e indo a Brasília em busca de recursos para construir mais uma escola. Estamos pedindo também, a devolução de uma área onde havia uma Escola Estadual que foi demolida no governo anterior, para que possamos construir ali, uma nova Escola Municipal. Essa escola será próxima de uma praça de esportes inclusive temos alguém já dialogando com o Orlando Silva, Ministro dos Esportes, mostrando o nosso projeto para reforma daquela praça de esportes. Então, queremos aliar a escola a praça de esportes, para termos uma escola de Tempo Integral. Temos esperanças que, teremos muito em breve essa escola funcionando nesses moldes.
FN: O Fundeb de Buriti Alegre está no azul ou vermelho?
João Alfredo:
A verba do Fundeb vem em razão do quantitativo do número de alunos que tem na rede municipal, está no vermelho. Aqui pagamos o piso salarial de R$ 950,00. Esse piso deve ir, no próximo ano, para R$ 1.140,00. É um bom salário, inclusive com o próprio concurso que vamos fazer já tem mais de 15 vagas pra professores. Prevendo a construção dessa escola e a creche que estamos construindo já vamos contratar professores.
FN: A cidade tem uma área rural extensa. Como é feito o transporte escolar?
João Alfredo:
Outro grande problema que tivemos no mandato passado e olha pra você ver, com recursos próprios do Município nós adquirimos 13 Kombis “zerinhas” com recursos do Município. O transporte escolar era terceirizado naquela época, no governo passado. Nós passamos a fazer com o próprio gerando uma economia de quase R$ 60 mil (sessenta mil reais) mês para o município. Assim que terminar o pagamento da aquisição dessas 13 kombis vamos adquirir mais 8, aí sim, fechamos o transporte escolar da Rede Municipal. Uma Kombi hoje, gira em torno de R$ 62 mil (sessenta e dois mil reais) porque ela tem que ser especial para esse tipo de transporte e estamos pagando em dias mensalidades porque hoje, a Prefeitura tem crédito. Hoje, no Brasil inteiro, fazemos grandes aquisições sem problemas nenhum. Estamos com um projeto no Legislativo para adquirir ônibus e outras máquinas através do BNDES. A aquisição dessa frota além de economia acaba com a “sucata” que tem no pátio da Prefeitura e garante melhor atendimento a população. Quanto aos alunos do curso superior, pedimos a compreensão para que eles pagassem a locação do ônibus e a Prefeitura dá o combustível. Porque nós temos também preocupação com os alunos do curso superior. No governo anterior, nós patrocinávamos 100% (cem por cento) do ensino superior, mas devido a crise e perda de receita não foi possível manter. Estamos na esperança e trabalhando para conseguir 1 ou 2 onibus daqueles que a Receita Federal apreende em Foz do Iguaçu para que possamos, no próximo ano, fornecer esse transporte gratuito. Esse transporte do curso superior é feito para Goiatuba, Morrinhos e Itumbiara. Outro trabalho que nós fazemos em parceria com a ULBRA de Itumbiara já temos 4 cursos superiores à distância, aqui, em Buriti Alegre, nunca se fez isso no município, pessoas formando no próprio município
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Buriti Alegre: canteiro de obras

FN: E na saúde, o que foi feito em prol da Santa Casa de Misericórdia, que funciona mais ou menos nos moldes do Hospital São Marcos, em Itumbiara?
João Alfredo:
Acredito que o Hospital São Marcos não deve ter os problemas que tem a Santa Casa. Ela só não foi contemplada com mais recursos em virtude do seu problema de documentação, de certidões para receber recursos. Damos o suporte possível à Santa Casa, temos funcionários da Prefeitura que prestam serviços a Santa Casa, temos ambulância à disposição dela, os plantões, os médicos, são todos remunerados pelo município. Apenas os recursos não podem ser repassados pra ela porque, como todos sabem que, para receber repasses do Município, Estado, Governo Federal, tem que ter toda documentação regularizada e, infelizmente a Santa Casa não tem. Na saúde, tivemos a grata satisfação de, pela primeira vez, ter concluído no Município um PSF. Porque, Buriti ao longo dos anos, no passado, não teve. E, mais uma vez, com recursos próprios. Então, mostramos a população onde está sendo empregado o dinheiro do município e o PSF que vem sendo construído com verba conseguida pelo Deputado Roberto Balestra, será distante do outro o que é muito para o município. Nessa área do PSF, nós estamos numa eminência de parceria com a Caixa Econômica e com o Governo Federal sendo que a Assistente Social poderá falar mais nesse sentido, de realizar a construção de mais apartamentos ao lado desse PSF, com os premiados com esse tipo de habitação pagando prestação em torno de 10 a 15% (dez a quinze por cento) de sua renda, ou seja, em torno de 100 a 150 reais por mês e pagando o que é dela. Estes apartamentos serão destinados apenas para as pessoas que estão empregadas.
FN: Quantos médicos estão atendendo na Rede Pública, PSF’s e Santa Casa?
João Alfredo:
São 5 só, mais 2 especializados que atendem uma ou duas vezes por semana.
FN: Em relação aos tipos de exames, procedimentos e quais os tipos de cirurgias que se consegue fazer aqui, em Buriti Alegre?
João Alfredo:
Em Buriti, fazemos aquelas cirurgias de baixa complexidade. Os serviços de alta complexidade são feitos em Goiânia e os de média, em Itumbiara, Goiatuba e Morrinhos. A hemodiálise, por exemplo é feito em Itumbiara, mas pequenos procedimentos cirúrgicos e até cesarianas são feitos aqui. Nós temos um bom centro cirúrgico, aqui na Santa Casa, construído na época que o Zé Gomes era deputado estadual. Naquela época, a instituição tinha a documentação.
FN: A Legislação exige que se aplique 15 da arrecadação em saúde. Você cumpre?
João Alfredo:
Claro. Aplicamos na faixa de 15 a 16% e já tivemos até nos 19%, mas como o carro chefe do Município é a educação, até pra você ter saúde necessita ter educação. Nós fomos premiados pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), por ter sido o Município que mais aplicou em Educação em 2006. Aplicamos mais de 35% (trinta e cinco por cento) em educação e o Índice Constitucional é de 25% (vinte e cinco por cento).
FN: João, qual o percentual que o governo federal contribuiu para o sucesso do seu governo e para que você fosse reeleito?
João Alfredo
: Cem por cento. Se não fosse o presidente Lula, não teríamos feito tanto por Buriti Alegre. Esse é o diferencial de ter o presidente do lado, não é só porque é do meu partido não. Ele tem um índice de 84% de aprovação, ajuda prefeitos e governadores de todos partidos.
FN:-Sem os recursos federais você teria condição de tocar a Prefeitura?
João Alfredo:
De jeito nenhum. Mais eu volto lá atrás e digo, com as receitas do Município só para administrar, dá. Se tiver responsabilidade, dá e sobra. Com responsabilidade, qualquer um dá conta.
FN: O Lula esteve em Itumbiara, dia 24 de abril, você tentou trazer ele em Buriti Alegre?
João Alfredo
: [risos] Eu tenho uma amizade com o presidente Lula, via Delúbio Soares, estive com ele três vezes em São Paulo, estive com ele aqui em Itumbiara, estive com ele numa cidade satélite de Brasília. A gente sempre troca umas idéias isso é uma satisfação muito grande porque, qualquer prefeito que tiver acesso ao presidente da República, tá feliz. Ele me chama de “sangue de boi”, porque quando eu conheci ele em São Paulo, na época eu fazia tratamento devido ao transplante e ele perguntava se eu havia tomado muito sangue de boi, devido aquele sangue que eu utilizava. Eu tenho uma satisfação muito grande em ter essa aproximação com o presidente. Não só com ele mais com toda sua equipe, tenho uma relação muito boa com o Alexandre Padilha e, quando estou em Brasília é uma sensação muito grande porque não precisa eu ir até eles, eles vem até a mim. As portas estão abertas então, isso eu falo pra todo prefeito, se tiver um determinado ciclo de amizades dentro do governo federal, não amizades interesseiras não, são verdadeiras, porque são construídas dentro do trabalho que você faz então, isso é muito gratificante e ajuda muito a pessoas.
FN: A economia de Buriti está indo bem com o incremento da SADIA, mas não podemos esquecer do turismo. E o Lago das Brisas?
João Alfredo:
Engraçado, quando o Lago das Brisas tá bonito é sinal que o município tá feio. Quando o Município tá bonito, o lago tá feio. Quando digo que o lago tá feio, é porque tá baixo. Quando ele tá baixo, tá gerando energia e energia gera dinheiro pro município. Quando ele tá alto, é porque as turbinas estão paradas, não gera recurso pro município. Buriti foi premiado com esse Lago que ainda está engatinhando e devia ser melhor aproveitado mas, não só pelo Poder Público onde os recursos são muito escassos mas, principalmente pela iniciativa privada. Nós temos o Zé Luiz, que é o dono hotel e que não tem medido esforços, tem colocado recursos dentro do seu hotel. Depois do asfaltamento da rodovia que vai de Buriti Alegre pra Corumbazul, que foi uma das conquistas do nosso governo. Temos que dar transparência aí, vem o trabalho do deputado Nilo Rezende que, a nosso pedido, realizou o asfaltamento daquele trecho. Não só isso, como o asfalto que vai de Buriti a Itumbiara. Foi um deputado que ajudou e me ajuda até hoje, pena que pertence ao DEM. O Turismo é a maior fonte geradora de recursos de qualquer município então, o que precisamos fazer? Precisamos do Governo Federal na parceria Publico Privada, precisamos investir em infraestrutura, dando condição mínima de acessibilidade. Aí, que vem o investimento então, nós estamos buscando um complemento de recursos que leva o asfalto a região dos hotéis. Isso não é obra barata, é obra cara mas, estamos aí, nesse trabalho até o final do ano 2010 por exemplo a gente consiga no Ministério do Turismo essa obra que é tão cobrada da gente. Buriti Alegre, por ser uma cidade turística, todos os recursos direcionados ao município (recapeamento, asfaltamento e construção de praças), todas obras são feitas com recursos do Ministério do Turismo.
FN: Quanto você conseguiu executar do planejado para o primeiro mandato?
João Alfredo:
O planejamento do 1º mandato não houve porque nós entramos aqui realmente sem saber o que era a história desse município, não sabia nada, como a gente ia pegar essa prefeitura, tudo sucateado, bagunçado em todos os setores, todos. Então, eu acho, aliás tenho certeza, nós superamos, digo assim, porque nosso trabalho de equipe tem que ser valorizado. Essa equipe é que fez com que o primeiro mandato nosso até superasse aquilo que nós esperávamos. Então, Pra gente foi muito fácil o primeiro mandato porque eu digo pra todo mundo se nós não tivéssemos feito nada, estávamos empatando com o antecessor. Então, qualquer coisa que fizesse a mais já estaria ganhando. Nós, só não ultrapassamos o nosso antecessor em número de moradia porque ele conseguiu 25 unidades, com ajuda do Governo Federal, entregues só para os seus parceiros. Agora, eu com as 56 já estou passando muito longe. No meu ponto de vista eu superei no meu primeiro mandato, em muito.
FN: Como você vê o seu desempenho em 2005/ 2008?
João Alfredo:
– Ih... Aí é difícil. Pra fazer uma auto avaliação, de 0 a 10, eu me dou 5.
FN: E aos olhos da população?
João Alfredo:
Acho que 10, afinal ela me reelegeu.
FN: O que a população pode esperar até 2012, no fim de sua administração?
João Alfredo
: Eu não sou de antecipar projetos. Eu tenho várias ambições. A primeira visão foi a construção do Lago aqui, em Buriti é uma obra extremamente cara, difícil de fazer e não é que eu queira interromper o crescimento de Buriti do Sul para o Norte, eu quero dar uma valorização maior na parte Sul da cidade, a parte velha. Eu digo o Lago Urbano da Cidade de Buriti para que seja o cartão postal de Buriti Alegre. Essa é a primeira missão nossa. Tirando isso, outros projetos, ou seja, dar a cidade um tratamento de esgoto, com essa parceria com a Saneago eu tenho quase 100% (cem por cento) de chances de conseguir. Nós temos um projeto de revitalização da Av. José Messias, aí, vem um problema muito crônico, tem que fazer galerias, com retro escavadeiras jogando terra para um lado e para o outro. Outro pensamento é quanto a valorização do funcionário. Eu tenho uma dívida com o trabalhador público de reposição salarial e isso é promessa de campanha, de valorizar o servidor público a medida que liquidar a dívida de 18 meses e terminar todas as trabalhistas em 2010, eu vou jogar tudo no setor público, 45% da receita vou jogar no funcionalismo, com aumento do número de professores e trabalhadores braçais. Quem sabe no esporte, resgatando o Botafogo ou o Buriti para o futebol profissional. È difícil, mas não impossível e talvez possamos tentar. O Buriti já foi campeão da Segunda Divisão. Como resgatamos a auto estima da população de Buriti que hoje, tem gosto, bate no peito e se orgulha em dizer que é de Buriti. Nós precisamos de continuar dando essa valorização a própria população e, nós fizemos. Buriti, hoje, está entre as 10 cidades com maior entretenimento e lazer para o seu povo. Outra coisa que resgatamos foi o desfile cívico no dia 24 de junho. Alguns eventos não puderam ser realizados devido a situação financeira do município, crise mundial e gripe suína, sendo que a própria Secretaria de Saúde e Educação do Estado solicitou o cancelamento do evento de 7 de setembro. Inclusive, aproveito o momento para pedir desculpas à população por não participar de eventos inclusive casamentos porque, devido ao meu problema de saúde, minha imunidade é muito baixa e os médicos recomendaram que eu evitasse aglomerações.
FN: Obrigado pela recepção e atenção à nossa equipe e fique à vontade para suas considerações finais.
João Alfredo:
Como eu disse no início da entrevista, é uma gratificação muito grande, participar de entrevista ao FN e FNTV. Quero desejar a população de Buriti Alegre um feliz 2009, 2010, 2011 e 2012. Faço um trabalho aqui e em Itumbiara onde sou aluno da ULBRA, onde estou terminando o curso de Direito. O Curso de Direito me deu muita visão, eu não pensava que o Curso de Direito fosse tão importante na vida do cidadão então, eu digo a vocês que é um curso que abre várias portas. Nossos agradecimentos a você, ao Errnando, que está lá em Itumbiara e é parceiro nosso. Estamos para trabalhar por Buriti Alegre, de coração aberto. Quem não conhece Buriti Alegre, venha conhecer. Um abraços a todos.

Prefeito João Alfredo Construção da nova creche. Obra está orçada em R$ 1 milhão 250 mil
PSF - Dr. Ruy Brandão Praça Ovídio Inácio da Costa
 
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